Porto Covo o que visitar

INTRODUÇÃO

Porto Covo é uma freguesia do concelho de Sines. Tem uma área de 48 km quadrados e cerca de 1000 habitantes (censos de 2011). A freguesia de Porto Covo foi criada em 31 de Dezembro de 1984.





VIAGEM VIRTUAL A PORTO COVO

O QUE NÃO POSSO PERDER

  1. Visite a praça central para poder admirar as suas casas tipicamente alentejanas.
  2. Desça a rua principal (a pé). Nesse percurso preste atenção às casas habitacionais e comerciais que ladeiam a rua. A rua principal desemboca numa vista esplendorosa para o oceano de onde se pode ver também a ilha do pessegueiro (à esquerda).
  3. Visite a praia da ilha do pessegueiro.
vista da ilha do pessegueiro planet portugal

QUANDO VISITAR

A resposta depende do objectivo de quem visita Porto Covo. Se o objectivo é descansar da agitação citadina, apreciar a gastronomia e relaxar, diria que deve visitar Porto Covo entre Outubro e Junho. Neste período o número de turistas é razoavelmente diminuto.

Se pretende tirar partido das praias e do tempo quente, então o momento certo situa-se entre os meses de Julho e Setembro. Neste caso conte com um elevado número de turistas nacionais e estrangeiros (e com os inconvenientes relacionados com este elevado afluxo de pessoas: demora em cafés/restaurantes, praias com grande afluência e preços mais elevados).





De onde posso ter as melhores vistas?

1- Descida para a ilha do pessegueiro (foto acima)

2- Miradouro onde termina a rua principal da aldeia de porto Covo.





Quero ficar alojado nos lugares mais fantásticos de Porto Covo. Que hotel devo escolher?

Quero ficar alojado por um bom preço e numa boa zona. O que escolher?

Não quero apenas visitar Porto Covo. Quero sentir a alma do lugar. O que devo experimentar?

Comece por ouvir a música que o músico Rui Veloso dedicou a este belo pedaço de Portugal.

Para sentir a alma de Porto Covo deve deambular pelas pequenas ruas da freguesia. Entre num café e ouça os autóctones a falar. Deixe o tempo correr e fale um pouco com os locais. Pergunte como é viver em Porto Covo, mostre curiosidade pela história e pela evolução do local. Pergunte como se vive nesta área do país. Ouça e converse.





Gosto de aproveitar a noite e sair para beber um copo. Onde devo ir quando visitar Porto Covo?

A freguesia de Porto não é exactamente o local perfeito para quem gosta de sair à noite. O local é muito calmo e tranquilo.





Gosto muito de praia. Onde me posso estender ao sol quando visitar o Porto?

Na aldeia de Porto Covo poderá encontrar a Praia Grande (muito procura por turistas).

Próximo da saída Norte da Aldeia, perto do jardim. Os acessos ao areal são bons, o areal é grande e a praia fica abrigada pela falésia. É uma praia com bandeira azul e bastante procurada pelos amantes do surf.

Também na área de Porto Covo poderá encontrar a prai do Espingardeiro, a Praia Pequena, a Praia dos Buizinhos e a Baía de Porto Covo.

Na aldeia de Porto Covo poderá encontrar a Praia Grande (muito procura por turistas).

Praia Grande: Próximo da saída Norte da Aldeia, perto do jardim. Os acessos ao areal são bons, o areal é grande e a praia fica abrigada pela falésia. É uma praia com bandeira azul e bastante procurada pelos amantes do surf.

Praia Pequena : Pequeno areal numa falésia  (centro da aldeia). Da falésia pode-se admirar um magnífico pôr do sol.

Praia do Buizinhos: No final da rua principal de Porto Covo chegamos ao miradouro que dá acesso a esta pequena praia. O seu nome deve-se às muitas conchas que ali vai encontrar (muito usadas pelo artesanato local).

Baía de Porto Covo: Praia de cascalho. Não aconselhado a banhistas. Lá funciona o porto de pesca.





O QUE COMER E ONDE COMER

O QUE COMER

Nos restaurantes de Porto Covo podem degustar-se pratos à base de peixe e frutos do mar. Feijoada de búzio, arroz de marisco e tamboril, massinha de peixe, carne de porco com amêijoas. Arroz de lingueirão, açorda de marisco, polvo à lagareiro, espetadas de lulas, entre outros… Os mariscos como perceves, navalheiras, sapateiras; as saladas de búzio, de ovas e polvo, não podem ficar por provar.
Doce tradicional: Marqueses

ONDE COMER

.





EVENTOS EM PORTO COVO

  • Fevereiro: Carnaval dos pequeninos – Apoio da autarquia ao Jardim de Infância e Escola Básica de Porto Covo, para participação no Carnaval dos Pequeninos em Sines e desfile pelas ruas da aldeia.
  • Março: Dia Internacional da Mulher – Comemoração que relembra a luta das mulheres pelos seus direitos e igualdades.
  • Abril: Ouriçada – Tradicional Festa Porto Covense, que gira à volta do Ouriço-do-mar assado de forma tradicional e oferecido para degustação dos participantes
  • Maio: Dia do Trabalhador – Piquenique no Jardim Público para comemorar este dia
  • Junho: Mastro de S. João – Comemoração Tradicional do Santo Protector, que recupera a tradição dos mastros de promessa
  • Julho: Festival Musicas do Mundo (em Porto Covo)
  • Agosto: Festas Tradicionais em Honra de Nossa Senhora da Soledade – De salientar que estas festas abrangem grandes concertos com músicos de renome portugueses, Luau Party, Apanha do pato, banho 29 e espectáculo de fogo-de-artifício.
  • Dezembro: Almoço de Natal dos Idosos da Freguesia – Reunião de seniores à volta de um almoço tradicional, acompanhado de animação musical, que permite a dança, o convívio e a confraternização entre os idosos da zona rural e do centro urbano.




PERSONALIDADES PORTUGUESAS NASCIDAS EM PORTO COVO





HISTÓRIA CONCISA DE PORTO COVO

A freguesia de Porto Covo, nos meados do século XVIII, não era mais do que uma pequena, mas bonita e acolhedora povoação litoral, que lentamente se desenvolvia sobre a arriba.

A diminuta dimensão do local é confirmada pelo reduzido número de fogos, 4 fogos em 1780.

Próximo de Porto Covo, na ilha do Pessegueiro, restavam os fortes do Pessegueiro, únicos testemunhos do grandioso projecto que Filipe II de Espanha e I de Portugal havia concebido para ser um porto marítimo. Os fortes do Pessegueiro eram dois. O primeiro ficava na costa, que contava com uma reduzida guarnição, e contribuía para a defesa e vigilância da costa; o segundo estava já completamente abandonado e arruinado.

Ainda no século XVIII, o principal interesse de Porto Covo prendia-se com a utilização da calheta local e do ancoradouro do Pessegueiro, como portos de pesca e comércio. Mesmo este uso era limitado pelas condições climatéricas, porque quando o mar estava bravo era impossível entrar na barra de Porto Covo e, se o mau tempo estava de sudoeste, não era seguro o uso do abrigo do Pessegueiro.

O local despertou, no entanto, a atenção de um grande capitalista, no último quartel de 700, Jacinto Fernandes Bandeira, membro da alta burguesia comercial pombalina. Jacinto Fernandes era originário de uma família de Viana do Castelo, onde nasceu a 28 de Abril de 1745, não muito abastada. Cedo foi para a capital, onde foi ajudado por familiares e enveredou na actividade comercial, para a qual revelava grande capacidade. Pertenceu ao grupo de pessoas sem títulos que rapidamente enriqueceu e tomou o poder durante o governo do Marquês de Pombal.

Jacinto Fernandes Bandeira obteve o direito de usar a denominação de senhor de Porto Covo, que lhe foi dado em 13 de Junho de 1796, “em consideração da actividade com que promove o estabelecimento e povoação de Porto Covo, em benefício da agricultura, da pesca e do provimento da Corte”. Jacinto Fernandes tornou-se alcaide-mor de Vila Nova de Milfontes em 14 de Novembro de 1802. Foi feito barão de Porto Covo em 15 de Agosto de 1805. Para concretizar o seu projecto de edificar uma povoação em Porto Covo, mandou fazer um plano constituído por dois desenhos, actualmente conservados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

Um dos casos conhecidos da repercussão do urbanismo pombalino fora de Lisboa é o da povoação de Porto Covo, situada no litoral alentejano. O seu plano de urbanização, inspirado no da baixa lisboeta, teve, porém, concretização limitada. Uma certa rectilinearidade no traçado das ruas e, principalmente a sua simpática praça. Deve notar-se que a semelhança da urbanização do Porto Covo com a da baixa lisboeta está apenas no espírito da solução urbanística. Com efeito em Lisboa tratava-se de reconstruir uma cidade que o terramoto de 1755 destruíra. Em Porto Covo, um projecto individual procurava fazer surgir uma povoação a partir praticamente do zero.

Com efeito, a nova povoação não correspondeu ao projecto do arquitecto Henrique Guilherme de Oliveira. O casario implantou-se a uma centena de metros para o interior, tendo os moradores a intenção de fugir às desvantagens de tão grande proximidade da orla marítima com as habitações e quintais muito expostos às intempéries e ao sal proveniente do oceano. Ao que se sabe o arquitecto não teria visitado o local e baseou-se apenas na teórica natureza ribeirinha, o que explica este desfasamento de interesses, entre o projecto e a realidade da população. Não chegou, também, a ser realizado grande parte do plano inicialmente traçado. É a praça local que, apesar da simplicidade dos edifícios que a rodeiam, melhor documenta a influência do modelo urbanístico pombalino.

Enquanto foi vivo, Jacinto Fernandes Bandeira, empenhou-se no incremento da povoação, o que não deve ter acontecido com os seus sucessores. Faleceu em 30 de Maio de 1806, solteiro e deixou a sua enorme fortuna aos sobrinhos, filhos da sua única irmã, D.ª Maria Josefa Cristina Bandeira. Foi o primogénito desta, Jacinto Fernandes da Costa Bandeira, que herdou o grosso da fortuna do tio e lhe sucedeu na qualidade de senhor e alcaide-mor de Vila Nova de Milfontes. Um século depois, Porto Covo tinha cerca de 20 casas.

A aldeia de Porto Covo nunca chegou também a desempenhar o almejado papel de porto do Alentejo. O litoral onde se localizava era muito pouco povoado, entre a baía de Sines e o rio Mira, onde se situavam os dois portos do Alentejo. Teve um papel secundário como porto comercial. A pesca foi a actividade mais importante da população de Porto Covo, mas que se caracterizava mesmo por um certo arcaísmo, visível no recurso a jangadas de cana que se manteve quase até à actualidade. O desenvolvimento da povoação só registou uma aceleração há alguns anos, com a criação do complexo industrial de Sines.

Porto Covo tornou-se freguesia apenas em 1984 e está incluída no concelho de Sines. Além de ser uma característica povoação piscatória, Porto Covo é também um pólo de interesse turístico, com as suas praias de areia fina e branca, aquecida pelo sol entre as falésias. As suas águas são transparentes e ricas em peixes saborosos que deliciam os visitantes.

Em frente à ilha do Pessegueiro fica a excelente praia da ilha, com condições para a prática de windsurf, passeios de barco e pesca desportiva. Junto à praia pode-se ver uma fortaleza do século XVII, em parte destruída pelo terramoto de 1775. Na ilha do Pessegueiro, que inspirou o músico contemporâneo Rui Veloso, que lhe dedicou uma canção, podem ser apreciadas a fortaleza do século XVII, as ruínas de um porto romano e uma capela quinhentista. No Verão, é possível visitar a ilha em barcos de pesca ou de passeio.

HISTÓRIA DE PORTO COVO EM FOTOGRAFIAS ANTIGAS

A POPULAÇÃO E A EVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA

1780: 4 casas

1940: 246 habitantes

1980: 539 habitantes

1991: 1094 habitantes

2001: 1116 habitantes

2011: 1038 habitantes





Distribuição da População por Grupos Etários
Ano0-14 Anos15-24 Anos25-64 Anos> 65 Anos0-14 Anos15-24 Anos25-64 Anos> 65 Anos
200114915658722413,4%14,0%52,6%20,1%
20111339255825512,8%8,9%53,8%24,6